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A mostrar mensagens com a etiqueta Abertura dos Jardins de Infância 1 de Junho

Voltar às rotinas

Ninguém imaginaria que este vírus chegasse a Portugal, nem tão pouco, que fizesse tantos estragos nas nossas vidas, nas vidas de todos.  Durante a pandemia houve tantas mudanças e ela, por incrível que pareça, trouxe coisas tão boas! Uma delas foi estar perto do meu filhote durante todo este tempo, até o meu aniversário passei junto dele. A outra boa notícia foi a vida profissional do meu marido que deu uma reviravolta tão boa!!!!! Quem diria que com esta pandemia ainda conseguisse arranjar um emprego estável e que o fizesse feliz!!! Agora é hora de voltar novamente à realidade, ao meu grupo, à terra que me acolheu... Vou perder o aniversário do meu filho, pela primeira vez e terei de arranjar estratégias para que ele não sinta tanto a minha ausência. Será por pouco tempo! Talvez possa dizer que será uma oportunidade de me despedir de todos os que se cruzaram na minha vida durante este ano letivo. Tanta gente boa que conheci, que será difícil deixar!!! Esta é outra situação complic...

1 de Junho

É certo que todas as salas do pré-escolar vão reabrir a 1 de junho, só não se entende porque é que não se começou com o ensino básico, crianças mais autónomas e mais cumpridoras de regras! Sendo Educadora considero, e depois de ouvir os palpites dados por entendedores (dizem eles), que esta classe nunca foi respeitada como tal. Ninguém perguntou o que tínhamos a dizer sobre o assunto, e depois vêm para os meios de comunicação dizer disparates. A Educação pré escolar é a primeira etapa da educação e todas as aprendizagens feitas nestas idades (3 aos 6) são essenciais para a construção do ser de cada criança! Ensinamos três pilares fundamentais: saber estar, saber fazer e saber ser.  Considero, a minha profissão um dos trabalhos mais bonitos do mundo! E no dia 1 de junho a minha sala não é certamente uma sala de atividades de jardim-de-infância, mas sim, um depósito de crianças, onde partilha e socialização não serão permitidas a cem por cento. Voltamos às salas com metade das cr...

Uma sala de NADA

Dia 1 de junho, Dia Mundial da Criança! Parece ironia, mas irei entrar numa outra sala que não a minha; uma sala despida de tudo! Trabalhos arrumados, paredes despidas, áreas desmontadas, brinquedos escondidos, etc... não é a minha sala, não é uma sala de pré-escolar... E o que mais entristece, é saber o que irão sentir as minhas crianças quando entrarem na sala que deixaram em março. A sala onde fazíamos pinturas, recortes, colagens, desenhos, teatros, danças, jogos, brincadeiras, etc,não é a mesma. Tinha um vício de expor os trabalhos, acabados de fazer, numa corda que atravessava a sala inteira e eles adoravam ver com orgulho o seu trabalho exposto. Vou tentar continuar este vício saudável, mas não com a mesma frequência, pois será impossível com tantas medidas a seguir. Tento imaginar a minha sala... ... vazia, branca, fria, como se de uma sala de um consultório médico se tratasse!!! Apenas posso deixar, a todos os meus colegas, sejam da rede privada ou pública, coragem pa...

Opinião de uma Psicóloga

Tenho lido muito sobre a abertura dos jardins de infância a dia 1 de junho, e muitos desses textos não referem a parte emocional das crianças, talvez a mais importante neste processo todo! Encontrei este texto muito esclarecedor e que transcrevo abaixo.  (retirado da página pessoal do facebook de An Dreia) "Sou psicóloga e mãe de duas crianças em idade de creche. Apesar de considerar que é louvável o esforço e estratégia dos nossos governantes perante a pandemia, sei que as medidas avançadas pela DGS a implementar no regresso à creche trazem mais problemas que soluções. Compreendo que venham dar resposta a um problema importante das famílias e das empresas. Também sei que não há soluções perfeitas. Mas, enquanto profissional, não posso admitir que bebés e crianças passem pelo que se anuncia. Desde a máscara a tapar o rosto dos profissionais, assustando as crianças pequenas e, sobretudo, perturbando os bebés (sabemos a importância do rosto enquanto organizador psíqui...